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18 setembro 2018

Precisamos aprender a lidar com as frustrações

Ignoramos ela, marginalizamos e desejamos ficar longe dela e permitir-se ser feliz de uma outra maneria que seja completamente distante da tristeza, mesmo compreendendo que é um estado passageiro que virá e irá embora diversas vezes durante a sua vida. Mesmo que esteja na solidão, isolado do mundo ou num período de auto reflexão enquanto seus amigos conversam entre si, a tristeza repentina sempre vai acontecer, queira você ou não. E é completamente natural, normal e necessário que aconteça. Afinal, saberemos o que nos faz mal, ou os períodos que mais ficamos pra baixo, o que podemos dar mais valor em nosso dia ou que pode ficar mais de lado de vez em quando. É normal ficar triste de vez em quando, ou frequentemente, o problema é não aceitarmos a sua chegada e não compreendermos o que causará a sua ida. 

Tudo bem, sabemos que incomoda sentir um peso forte no coração, o corpo mole pedindo por carinho, afeto, toques íntimos. As vezes a cabeça também rodopia e nos lembra alguém que, misteriosamente, poderia nos ajudar a resolver esta solidão própria - contraditório, mas essa ação é responsável por diversas frustrações próprias que nós mesmos causamos, em depositar tantas expectativas numa pessoa e esperar que ela corresponda exatamente como imaginamos, sonhamos e queremos. Da mesma maneira, a tristeza ainda é necessária, para reconhecer os nossos erros em estar - e é tudo normal, cometer erro com os outros ou consigo mesmo, acontece ou vai acontecer em todos os momentos.

Fracassar, errar, chorar e quebrar a cara faz parte de toda caminhada de sucesso, ignorar as frustrações em momentos de reflexões é se jogar num labirinto sem saída onde só trará piora nos seus sentimentos. Aprender com a queda nos faz mais fortes e confiantes quando batermos de frente com outros problemas que (aos nossos olhos!) podem ser enormes. Em algum momento da minha vida, precisei parar de querer acabar com todos os meus piores momentos e focar somente em ser feliz, resultado? Mais frustrações. É humanamente impossível ser feliz sem usufruir do que categorizamos como ruim, tudo têm um papel importante na caminhada vital, basta aprender a lidar com cada um. Há bens que vem para males, e males que vem para bens.

Terminar um relacionamento, afastar-se naturalmente de uma pessoa que costumava conversar todos os dias, algo sair completamente da sua rotina ou simplesmente, alguém plantar um sentimento em você e nunca mais retornar para rega-lo. Acontece, todos nós passaremos por isso algum dia, e há milhares de pessoas passando por isso, frustrando a sua adolescência por alguém que já foi frustrado. Não estamos prontos para o amor, nem para amar. Precisamos aprender a lidar com os sentimentos, as pessoas e as frustrações. 

12 setembro 2018

As pessoas estão ansiosas também na internet

Photo by James Pond on Unsplash
Já percebeu que um conteúdo, seja em vídeo ou texto, perde a validade rapidamente e logo cai no limbo do esquecimento? Não é novidade que muitas pessoas estejam sofrendo de ansiedade atualmente, e isso não só afeta o nosso bem estar fisicamente como também o nosso desenvolvimento virtual: nos martirizamos enquanto a mensagem tão esperada demora alguns minutinhos a mais, o estresse chega rapidamente quando a internet fica lenta, e mesmo gastando o precioso tempo esperando a sua volta, reclamamos pela passagem rápida dos ponteiros, e isso é frustrante no final para nós mesmos.

As pessoas estão ansiosas e isso não é mais novidade

A cada dia que passa recebo relatos de frustrações, seja no relacionamento ou nas expectativas pessoas mesmo, e isso acaba sendo um trabalho pesado para todo mundo. Seja para a pessoa que vive ao seu lado e pega as suas expectativas para poder ver-te mais feliz, ou pro influenciador digital que você tanto gosta de ler, assistir ou acompanhar. Por incrível que pareça, sabemos quando nosso público quer mais informações, mais conteúdos e projetos para poder acompanhar e ocupar o tempo que tanto desperdiça enquanto espera a volta da internet.

Eu tenho ansiedade e não é somente estar aguardando por algum momento, é imensamente horrível acelerar as emoções automaticamente quando tenho plena certeza de que algo vai acontecer, seja bom ou ruim. O motivo pelo qual deixei o blog fora do ar, me ajudou muito a aproveitar o mundo lá fora e poder me abrir mais em relação à outros assuntos enquanto o meu único e principal era o blog, mesmo tendo maior amor por ele e um imenso orgulho, sinto que deixei algumas coisas de lado para produzir conteúdo incansavelmente pro blog enquanto vocês acompanham a menor frequência de postagens e publicações. E eu não estava me cansando à toa, estava focando na produção exagerada de um conteúdo vazio de emoções reais na minoria das vezes.

Estar numa montanha russa de emoções não é legal

E quanto mais jovens e adolescentes caírem dentro dela, mais a nossa juventude estará adoecendo mentalmente, causando danos até no físico. Queremos respostas, passamos pelo medo e sofrimento sem sentido e quebramos as nossas expectativas, mais uma vez. Isso é um grande problema que precisa ser resolvido, com um profissional, é claro!

Estamos vivendo a geração mais revolucionária de todas -acredito eu-, e praticamente a que mais possui transtorno emocionais e psicológicos consigo mesmo, isso porquê a geração passada insiste em nos colocar pra baixo e tentar passar à frente aquilo que já não tem mais sentido e de alguma forma, faz parte de cada um de nós. Não é frescura, não é trending top, não é brincadeira de criança.

A internet virou, de alguma forma, a porta de mão dupla

Como disse anteriormente, até as crianças mais jovens estão focando no mundo virtual, assistindo a um Youtuber, certeza. E isso vem causando a ansiedade desde cedo. Precisamos de informação rápida, conseguimos; a internet fica lenta, desistimos; a demora para retomar a estabilidade nos irrita e tudo vira uma roda gigante mortal para todos: os consumidores dos conteúdos e quem está produzindo. Nós, que estamos no controle de toda a mídia, sabemos exatamente quando precisamos produzir cada vez mais pois o público necessita de mais, a nossa saúde mental acaba entrando em jogo e então: damos inicio ao jogos vorazes, entre diversas saúdes mentais e cansaços físicos que poderão ser um problema maior futuramente.

Creator, dar um tempo para si mesmo as vezes é um ótimo escape para não dar origem à um problema maior e isso é totalmente compreensível. O blog ficou inativo por conta da grande entrada de bots que me desanimou em produzir conteúdo que iria ao ar de imediato, e passei a produzir conteúdos que ficariam reservados para que pudessem aproveitar depois. Hoje, ou agora, entendo como fosse uma alternativa para que não ficassem angustiados pela falta de atualizações, mesmo tendo 200 outros conteúdos publicados.

Em 2017, uma universidade dos Estados Unidos fez uma pesquisa e revelou que o índice de depressão entre os jovens aumentou 37%. Aqui no Brasil, cerca de 5,8% da população Brasileira sofre da doença, e isso é preocupante, são mais de 11,5 milhões de pessoas e quase 20 milhões sofrem com o transtorno de ansiedade. Eu gostaria de mudar o mundo, fazer parte dessa mudança que promete resolver os nossos problemas pela raiz, mas enquanto não posso dar-lhe a mão: peço para que cuide da sua saúde mental como pode e peça sempre ajuda quando necessitar.

Acesse o site do CVV para alcançar a ajuda mais próxima de você :)

09 setembro 2018

Não procure relacionamento quando está carente

Você aceitaria uma laranja, quando na verdade estava necessitando de cinco? Claro que não! Não iria adiantar de nada ter apenas um quinto daquilo que precisa para ter um resultado completo, ou se decidir usar somente uma das laranjas, irá ficar sem gosto, também sem açúcar, completamente sem graça ao resultado final da receita que prometia um delicioso sabor, que iria durar muito na boca, para que o deguste não seja perdido rapidamente e tampouco esteja numa montanha-russa de sabores enquanto termina de comer todo prato. Da mesma maneira funciona com o amor, as vezes aceitamos menos do que precisamos, ou merecemos, só porque necessitamos para aquele momento, já!

Por isso uma grande quantidade de pessoas frustradas com o amor, desistindo de amar, gostar, aproveitar momentos e nos aventurar em amores passageiros que surgem em nossa vida sem cerimônia. É irónico, ao mesmo tempo que a vida é um grande oceano de amores,  em alguns momentos do caminhar das ondas, sofremos por grandes impactos quando deixamos para amar depois e mais ainda quando as ondas de puro vazio resolvem se movimentar, trazendo um grande vazio para dentro da gente que, consequentemente, nos fará buscar pelo preenchimento.

E é aqui que pecamos, erramos miseravelmente. Não há motivos para procurarmos um amor quando não sabemos nos amar.

Eu já tive diversas más experiências com amor, alguns deixaram comigo lembranças e momentos incríveis que aquecem o meu coração só em relembrar. Outros, já não lembrl mais do nome, do rosto, da cor. É engraçado como só guardamos aquilo que mais impactou o coração, que criou sentimentos e desfez males passados que nos frustrou de alguma forma. E foi por isso que, ao invés de procurar um amor para saciar o meu desejo de ser amado e depositar a minha confiança em alguém, a minha decisão sobre encontrar um amor, foi reencontrar o amor que há em mim. Uma das melhores coisas que fiz por mim mesmo, todos deveriam se amar mais e dedicar o tempo que tem a seus sonhos, suas vontades e desejos, e recuperar a autoestima.

Dedicar a sua intensidade de ser, amar e estar, para si mesmo, também é importante!

31 agosto 2018

Como ter um dia mais produtivo

Photo by Slava Keyzman on Unsplash
Desde que minhas aulas iniciaram, e a minha produção pro blog aumentou, tive que parar de procrastinar e ter dias mais produtivos, tornar leve todo o cansaço diário e conseguir uma organização que tivesse um efeito maior no meu dia-a-dia. Foi por isso que as publicações aqui no blog foram mais longas e menos dicas foram ao ar. Mas agora que consegui parar de procrastinar e tinha dado uma folga para a minha saúde maior, vou ajudar-te a manter seu ritmo de produção enquanto houver criatividade. 

Entrando neste processo produtivo, descobri que a mudança só acontece realmente se mudarmos os nossos hábitos. Assim o efeito é maior e com uma consistência maior no seu cotidiano.

Mude seus hábitos

Eu odeio criar rotinas, por isso fico intercalando entre escrever pro meu blog, pro Nation Pop ou redigir/diagramar o livro. E as vezes, quando vejo que está tudo em ordem, decido me dar um descanso e ficar o dia inteiro ouvindo músicas. Mudar os seus hábitos diários pode sim trazer uma maior produtividade, pois quando publiquei todos os dias, os textos acabavam sendo mais curtos e resumidos se fossem comparados com os que normalmente iam periodicamente ao ar, porque levavam mais tempo sendo produzidos e revisados.

Quando vejo uma dica sobre a mudança de rotina, normalmente ela diz sobre frequentar novos lugares em um período maior, você pode fazer isso, mas também pode modificar aquilo que realmente está no seu cotidiano. Como por exemplo, recentemente eu passei a usar o Google Chrome como meu principal navegador, alterei o tamanho da fonte para melhorar a visibilidade e deixei a fonte mais curvada. O resultado pôde ter sido mais notado, tenho mais ânimo para escrever e produzir conteúdos, a rapidez do navegador também me deixou mais entusiasmado e a fonte melhorou a minha perspectiva sobre o conteúdo estar o não num tamanho apropriado para uma boa leitura.

Mudar os hábitos, para mim, não quer dizer automaticamente sobre o que você precisa ou não fazer diariamente para poder aumentar a sua criatividade e produtividade, mas mudar exatamente a maneira que você melhora e identificar os erros que dificultam a sua produção, e consequentemente traz um desanimo maior para produzir, mesmo que a criatividade esteja alta.

Organize-se em metas 

Uma coisa que nunca tive muita admiração é a cobrança própria para realizar algo em um período de tempo. Hoje, depois de tanto tempo, passei a fazer isso da maneira correta e tive um resultado brusco. Uso o Google Keep para deixar visível todas as minhas ideias de conteúdos que podem ser produzidas algum dia, ou não. Também posso ter uma ideia dos quais já foram ao ar e poder dar continuidade ao assunto, abordando por um outro lado, com outra perspectiva.

Depois de fazer isso em um final de semana, não perco mais tempo em frente ao monitor me perguntando sobre qual conteúdo fiquei pensando a tarde inteira e na hora de pôr para fora: não saiu absolutamente nada! Em diversas dicas mencionei sobre estar sempre acompanhando de algum bloco de notas ou caderno de ideias para poder tornar a produção algo mais rápido e divertido, após padronizar a minha organização, passei a anotar as minhas ideias no meu caderno também e isso resultou na escritura de uns dos capítulos de meu livro, uma publicação pro blog e todos os tópicos que poderia fazer parte de um possível projeto.

Mas como não gosto de cobranças excessivas, os conteúdos só foram escritos em situações bem naturais, como por exemplo: horário vago ou uma aula que estava entediante, alguns minutos antes de ir para casa ou uma rápida conversa com alguns colegas que acabaram me dando alguma criatividade.

Encontre o seu horário criativo

Quando observamos os nossos hábitos completamente, percebemos os momentos em que a nossa criatividade mais age, floresce. Também foi um dos pontos que prestei bastante atenção e tive bons resultados. Focar no que está acontecendo para que a sua criatividade surja instantaneamente pode ajudar-te a repetir diversas vezes o acontecido para que tudo se repita e outros sentimentos e conteúdos surjam dentro deste espaço de tempo.

Pode ser um dia com os amigos, ou o aproveitamento dos minutos que passa sozinho em algum lugar público, observando as pessoas ou entrando em rodas de conversas para fazer novos amigos. Aproveitar os momentos também se tornam horários criativos que dão origem a novos sentimentos que consequentemente, se tornaram conteúdos diversos aqui no blog. Manter um blog frequentemente atualizado não quer dizer manter-se de frente a um monitor, viver fora da internet também é uma maneira de criar conteúdo e gerar novas experiências para serem compartilhadas, conhecer pessoas para aprender a trabalhar com o público - como é o meu caso, e ter possíveis novos aprendizados para a vida. 

29 agosto 2018

O que a internet me ensinou

Photo by Micaela Parente on Unsplash
Eu tenho oito anos na blogosfera, e olhando tudo que vivi dentro deste mundo virtual e comparando com o cenário atual, vejo que muita coisa realmente mudou - alguns para melhor e outros só fizeram decair.

Ontem a noite estava revendo alguns vídeos antigos de um dos meus youtubers favoritos, o Enrique Coimbra, que já fiz resenha de um dos seus livros aqui no blog. E, de certa forma, acabei tendo algumas inspirações e como o Enrique aborda assuntos reais que envolvem pessoas que são como ele - jovens ansiosos -, minha cabeça fez buscas dentro do meu interno e ao contrário do que muitos dizem, a internet me trouxe dezenas de boas experiências e conhecimentos que foram além do meu eu blogueiro, entrou pro meu pessoal e resolveu diversas das minhas frustrações apenas existindo e fazendo parte do meu cotidiano. 

Hoje eu falo sobre marketing de conteúdo, mas antes estava produzindo conteúdo de moda e códigos html, foi uma evolução enorme, tendo os meus comportamentos fora do virtual como o impacto real para a mudança dos meus hábitos. 
A internet me apresentou um dos meus problemas que não tinha conhecimento, a ansiedade, e alguns vídeos do Enrique foram cruciais no meu aprendizado do que poderia fazer para deixa-la no mínimo possível, hoje, felizmente não tenho mais ansiedades incontroladas e não fico mais inquieto, usando a escrita como hábito diário para manter-me concentrado e calmo, apesar das circunstâncias. Eu aprendi a não desistir tão fácil assim, afinal, são 8 anos de blogosfera e criação de conteúdos independentes pela internet.

Com a internet, eu aprendi...


  • A escrever melhor e mais rápido
  • Ser mais criativo e produtivo
  • Me organizar melhor
  • Ser cada vez mais o melhor de mim
  • Controlar a minha ansiedade
  • Justificar respostas - muito importante.
  • Pensar fora da caixa - totalmente. 
  • Compreender assuntos fora da minha bolha
  • Resolver os problemas sociais - pelo menos ao meu redor.
  • Saber que menos também pode ser mais
  • Criar hábitos diários para manter a minha ansiedade controlada.


E apesar de tudo isso, eu aprendi a viver fora dela sem sentir nenhuma falta de tudo isso. É um lugar mais tranquilo, dentro da minha bolha, apesar de ter diversos comentários disseminando ódio por ai sem ter um pouco de empatia, mas também há muita coisa de bom e que está repercutindo com intuito de conscientizar as pessoas para não fazerem merdas quando as eleições chegarem, um dos que estou sendo fiel e acompanhando, é a Jout Jout que de forma bem humorada na maioria das vezes, consegue dar uma aula de história e fazê-las pensar sobre em quem realmente deve votar, pensando no seu melhor, e também no próximo - de preferência.

A internet, hoje, é o mecanismo que mais impacta as pessoas de forma direta, o que aprendi foi só um pouco de tantos outros que poderiam deixar a postagem gigantesca. Mas o que quero realmente dizer, é que, utilizar o mundo virtual como forma de aprendizado sobre o que está acontecendo lá fora também é viável e pode ser uma rica experiência para todos nós. Não há motivos para ser ignorante por falta de informação, hoje - felizmente -, temos centenas de Drag Queens fazendo sucesso, pessoas negras ingressando na liderança de mercado e tendo alta visibilidade naquilo que faz dentro da internet, mulheres lutando pelos seus direitos cada vez mais, a Parada LGBTQIAP+ aumentando cada vez mais o número de participantes na caminhada e cada vez mais uma quebra de padrão dentro dos mecanismos digitais e propagandas físicas também, o magro deixou de ser sinônimo de beleza e o natural está sendo aceitável pelos próprios donos do corpo. Agradeço por ter sido premiado pelo lado informativo da internet e não o tóxico.

Não existem motivos para defender um ser tóxico, a pessoa é ignorante por si só.