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26 junho 2018

Com o tempo a gente vai desacelerando, queimando aos poucos.

Photo by Ihor Malytskyi on Unsplash
É incrível como as coisas são. Neste feriado, decidir acalmar os meus ânimos, aliviar a cabeça do stress cotidiano e recuperar o corpo das ruas movimentadas da ida e volta do colégio, das buzinas dos carros e motos passando pela ladeira abaixo, e das vozes, das pessoas que acompanhadas estavam indo (ou saindo) do expediente de trabalho. Por incrível que pareça, sinto falta desse movimento todo, dos barulhos que ecoavam e das vozes que se misturavam e faziam um barulho ensurdecedor. Mas faz tanta falta quando sai completamente da nossa rotina, do dia-a-dia.

Já não tenho mais aquela animação de blogueiro iniciante, produzo conteúdos lentamente, sinto que as coisas estão passando rápido demais, mesmo aproveitando cada momento dos dias. Mesmo tendo uma incrível sede por produção, ideias mirabolantes e totalmente criativas, a vontade de ficar sentado durante horas e produzir uma lista imensa de conteúdos diminui a cada dia. Mas o amor continua, eu sinto o desejo de produzir incansavelmente, mas sinto cada vez menos que devo fazer acontecer estes momentos de surto criativo. Creio que a calma chegou para mim, tendo em plena consciência de que a pressa é inimiga da perfeição.

Sempre que o blog vai crescendo, alcançando as minhas metas e ambições de criança viajando no mundo da imaginação, sinto que as minhas obrigações em produzir cada vez mais, estar a todo segundo nas redes sociais e criar uma visão profissional, ética e séria da minha pessoa, não vai adiantar muita coisa, eu só estaria me afastando de mim mesmo e fazendo as mais de 100 mil pessoas que acessaram o blog terem uma outra visão de mim, criando um eu que nunca irei alcançar, pois sou tão simples quanto pensa.

Estou tão calmo, relaxado e realizado como pensaria estar. Apesar de ter dado um pequeno surto de ansiedade e desespero sem motivo algum na noite anterior, uma briga interna comigo mesmo. Um atiço do meu inferno, desproporcional ao meu céu. Indescritível, Inexplicável. Um ardor na pele, pela própria labareda infernal, as vezes acalma a alma. Extravasei comigo mesmo, queimei meus próprios maus. E continuo em chamas. 

E está tudo bem. 

6 comentários:

  1. Olá Deivy!
    Que texto/reflexão maravilhosa!
    A correria do dia a dia cansa mesmo.
    É sempre bom aproveitar o feriado para relaxar!
    A pressa realmente atrapalha nossos planos.
    Também acho que cheguei na fase da calmaria.
    As coisas veem surgindo aos poucos.
    Acredito que as coisas só vão melhorar daqui para frente!
    Também tento passar o meu simples jeito de ser.
    Não quero passar a impressão errada para ninguém!
    Excelente postagem como sempre!

    Tenha uma semana ainda mais abençoada!
    xoxo, Pam!

    https://palomari.blogspot.com/

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    1. Verdade, Paloma!
      Com calma e paciência alcançaremos os nossos sonhos e objetivos, basta sermos persistentes e serenos.


      Beijos do Deivy!

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  2. Super te entendo. Também não tenho mais aquele animo de blogueira iniciante que tinha vários assuntos para serem publicados. Os dias parecem voar rs

    ps: adorei seu blog *-*

    https://itslizzie.space/

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    1. Concordo, Lizzie.
      Com o tempo as coisas vão se encaixando no seu devido lugar.

      Muito obrigado,
      Beijos do Deivy!

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  3. É sempre bom dar essas pausas pra refletir mesmo e não se cobrar tanto.

    Jovem Jornalista
    Fanpage
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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