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27 abril 2019

Para que serve um blog?

Eu me fiz muito essa pergunta. E é comum, todos nós que criamos conteúdos pensarmos sobre como um blog pode ser útil na sua vida profissional ou como pode utilizar para aprimorar a divulgação do seu trabalho através de artigos, noticias, opiniões, o famoso marketing de conteúdo entrando em ação por todos os lados dentro de uma pequena página que recebe poucas atenções na maioria das vezes. Mas tem lá a sua importância dentro da internet, do meio corporativo e agrega valor à sua pessoa - mesmo que não perceba. O blog pode ser bem mais que uma página na internet que agrega conteúdo aos mecanismos de busca, além de ser um espaço super democrático, a experiência de escrever trás muitos benefícios à carreira de qualquer profissional - e em qualquer área de atuação.

Mas eu não estou aqui para te dar dicas que pode encontrar em qualquer lugar, tão pouco dizer que o sucesso está na frente da sua porta. Isso séria catastrófico, até porque, o sucesso de cada um está na jornada que traçam em suas vidas. Mas de um tempo para cá tenho percebido de que a maneira de trabalhar com a internet mudou, em especial com os blogs. Vejo muita gente dizendo que sente saudades do tempo em que trabalhar com blogs era ter a sua vida contada, ao invés de textos bem escritos com teor publicitário. Ou com aqueles layouts que brilhavam, com bastante cores (sem ordem alguma) e um lugar para chamar de seu, ao invés do design clean e uma rígida paleta de cores, mas as coisas evoluem com o tempo e com a internet não foi diferente.

Hoje, de verdade, já não tenho mais a animação e o fervor de produzir cada vez mais e mais para o blog. É raro ter uma publicação vaga como nos anos anteriores, todas compridas e com uma linguagem além do normal para uma adolescente (afinal, ainda tenho 16 anos, caso não saiba). Mas talvez tudo isso significa que eu esteja crescendo e minha vida indo para um outro estágio de amadurecimento. Ou por eu ter assumido a Beco de Ideias como CEO - e acredite, é uma responsabilidade enorme. Mas também por querer cada vez mais aperfeiçoar e profissionalizar o que faço, e quem sou.

O blog hoje serviu de portfólio para tudo que faço, ele valida o meu conhecimento e a minha capacidade de gerir um projeto de marketing, e qualquer outro relacionado a branding. Desde uma simples campanha à uma empresa, foi assim que aconteceu com a Beco. Mas eu me sinto completamente feliz por ter chegado aqui, você não imaginam o quanto. Isso não significa que o blog irá acabar, muito pelo contrário, é só um agradecimento, ou uma lembrança do quanto evoluímos e não percebemos. Sou incrivelmente e imensamente grato à blogosfera, por ter me dado oportunidades grandiosas e ter me feito descobrir meus talentos com um sucesso estrondoso - sim, eu fiz sucesso e os números não me deixam mentir. Mas isso não vale a pena ser medido. Eu só preciso me sentir grato.

23 março 2019

Como funciona o Marketing de Causa?

Como funciona o marketing de causa
Hoje é muito comum vermos as grandes empresas 'escolhendo um lado', tomando posicionamento em causas e aprimorando seus produtos para outros biotipos, fazendo com que a acessibilidade de outras pessoas que não fazem parte do seu público-alvo seja maior - mas nem todas conseguem manter a coerência. A diversidade é algo que pede muita atenção e humanidade para ser tratada, quando não é feito por sinceridade de marca, tudo pode ir por água abaixo - pois as palavras devem ser coerentes com as ações. 

O Marketing de Causa está ligado ao branding de uma empresa. Partindo do momento em que decide colocar a sua marca em prol de um movimento, ou grupo social. É muito importante que isso aconteça, não só com empresas, mas também artistas, pois vivemos num país muito desigual e violento contra minorias em todos os sentidos: econômico, educacional, segurança, até mesmo no sentido de desemprego há um abismo gigantesco entre as raças e classes sociais. Logo, o marketing de causa faz com que a aproximação da empresa com essas classes seja revolucionário e ao mesmo tempo uma via de mão dupla, pois: as minorias terão uma oportunidade maior de se inserir no mercado de trabalho, ganha visibilidade de causa e o maior desenvolvimento do grupo social é atingido com um êxito social bem maior.

Por exemplo, utilizar esse tipo de marketing não é somente fazer propagandas (praticamente floodar) dizendo que a empresa está investindo em diversidade. É preciso entender que os seus seguidores, clientes ou público não são leigos. Também sabemos muito bem identificar o oportunismo comercial. E temos muitos exemplos de que forçar uma causa não dá certo.

Em contrapartida, além de mostrar a diversidade da sua empresa e celebrar a equidade que conseguiu estabelecer, desenvolver uma boa cultura, criar um sistema político interno para que possa oferecer assessoria aos seus funcionários e prestar assistência de qualidade a todos e estar preparado para enfrentar avalanches (claro, junto a eles), é um dos fatores que fazem a empresa ser recebida de braços abertos pelas minorias. O Nubank é um exemplo disso. Mesmo não tendo toda diversidade que seria necessário para um país como o Brasil (principalmente, inserindo pessoas negras), deu o primeiro passo com o lançamento do seu IGTV no Instagram. Convidando os estabelecimentos comerciais a colocarem na fachada a bandeira LGBT+. Além de abrir oportunidades para outras pessoas, como dá para ver na página de imprensa.

Investir em causas sociais, pressionar políticas públicas através da economia, inserir novos grupos sociais ao mercado - tudo isso e muito mais envolvem o marketing de causa. Vai além da fama e populismo público. Apenas mimar com produtos voltados ao mercado que quer investir não funciona por muito tempo. Pode dar certo inicialmente, mas muitos artistas LGBT estão crescendo e dominando o mercado, muitos empresários negros estão dando voz à bandeira, e muitas mulheres também estão desenvolvendo um mercado próprios. Todos querem cuidar e investir nos seus, agora cabe a você escolher se quer juntar-se ao movimento, ou tirar farpas - o que particularmente não recomendo.

Mas então, o que acha de conhecer o Beco de Ideias

20 março 2019

'O que o Sol faz com as flores' - de Rupi Kaur

Eu nunca me imaginei lendo livros de poesias, mas desde a leitura do Juvenal Arruda venho me abrindo cada vez mais a novos estilos de escritas, e procurar entender como funciona novos mundos, entre a inspiração, a caneta e o papel de cada escritor que decide expor todo seu sentimentalismo e as suas experiências vividas para o mundo. Nem que seja para si mesmo. É dessa maneira que vejo a escrita, como um escape da realidade para tudo que almejamos internamente conquistar, ou alcançar. Foi dessa maneira que aproveitei e curti a ligeira escrita de Rupi Kaur, em ambos livros, conseguiu manter a sua imagem criada em cada poema, é nítido a sua presença em todas as palavras ditas.

Em alguns momentos pude renovar alguns momentos passados que marcaram profundamente a minha vida. Eram profundas e amargas, outras doces e ligeiras. O que importa é a passagem entre o passado, presente e futuro que conseguimos nos assemelhar às experiências amorosas (fracassadas) de Rupi em todo livro. Iniciando nas dores mais profundas, que vai para decepções e momentos intimistas como a solidão (e o toque intimo), até à sua recuperação de tudo que passou. É impossível lê as suas poesias sem colocar um acontecimento próprio. Cada página serve como um mural de lembranças tão fixas na memória, que o leitor se torna protagonista, como se contasse a própria história dando ênfase nas pedras pontiagudas que crava sua memória, e o seu coração.

você está em todo canto
menos ao meu lado
e isso dói

Viu? É impossível, em alguns momentos, não se colocar no protagonismo e aceitar que as palavras não faça parte de ti, ou que elas não invadam tudo aquilo que viveu no passado e acreditou não ter uma reflexão final. A linguagem percorre facilmente durante todos os capítulos, assim, a leitura rápida faz com que tenha tempo suficiente de refletir sobre o presente. Fazendo essa passagem de tempo, Rupi faz mais do que escrever suas maravilhosas inspirações e momentos criativos sobre os episódios de amores fracassados que viveu. Retrata, também, o quanto nos privamos de amar e aproveitar as coisas boas enquanto sofremos por algo que já passou. Usando do futuro, ela mostra a sua recuperação, além de se despir das maldades coletadas durante o período que se abriu a outros corpos. Colocando-se completamente no mesmo patamar que o leitor, Rupi Kaur entende o seu público, ela sabe o que deve dizer a ele, e faz isso muito bem em ambos livros.


Nome: O que o sol faz com as flores
Autora: Rupi Kaur
Nota: 9,0


Editora: Planeta
Sinopse: [...] uma coletânea de poemas arrebatadores sobre crescimento e cura. ancestralidade e honrar as raízes. expatriação e o amadurecimento até encontrar um lar dentro de você. Organizado em cinco partes e ilustrado por Rupi Kaur, o livro percorre uma extraordinária jornada dividida em murchar, cair, enraizar, crescer, florescer. uma celebração do amor em todas as suas formas.






25 fevereiro 2019

'A Sutil Arte de Ligar o F*da-se', de Mark Manson

mark manson
Sempre me interessei por títulos alternativos, que não tivesse foco direto em assuntos didáticos e sérios quanto os que costumo ler ultimamente. Apesar de ter sido a minha primeira leitura de auto-ajuda - e acreditando cegamente que haveria conselhos sem nexo algum -, o Mark me encantou completamente com todo conteúdo abordado no decorrer do livro. Costumo inserir um livro de respiro sempre que mantenho um ritmo acelerado ou quando preciso maratonar para deixar a procrastinação de lado, e como a maioria dos meus livros são técnicos, uma temática mais adolescente (ou jovem-adulto) se torna uma das opções mais viáveis - e se você também é assim, a sútil arte pode ser a escolha perfeita.

Mark Manson sabe bem o público que iria atingir e chamar atenção, por isso a linguagem é sempre direta, carregando um propósito que deixa evidente a mensagem que quer passar com todo o livro. Alguns episódios da sua vida dão origens à conselhos e reflexões que faz ao longo de todas as histórias que servem de exemplo, não para minimizar aquilo que lidamos como um grande problema, e sim que há outros ângulos a serem vistos e que a vida não é tão ruim assim, mas estamos aproveitando de maneira completamente errada ao focarmos num todo como problemas fixos e irreversíveis.

Os erros que você comete no trabalho permitem que você compreenda melhor o que é preciso para ser bem-sucedido. Paradoxalmente, lidar abertamente com suas inseguranças torna você mais confiante e carismático. 

Dentro de todas as circunstâncias apresentadas, não só acontecimentos próprios mas incluindo outros amigos e parentes próximos que passaram por grandes problemas e não conseguiam ver a vida de uma outra maneira. A apresentação de todo problema vai desde que ele acontece, até o momento em que fazemos ele acontecer constantemente, fomentando a dor interna para que a solução seja procrastinada constantemente. É uma critica (totalmente direta) ao costume que temos de colocar barreiras em nosso caminho, falei sobre isso sobre a mania que temos em flertar constantemente e não procurar dar um ponto final em nossa insegurança, e no medo do desconhecido, ou do futuro.

Mark também critica a nossa incapacidade de ter ciências das nossas vulnerabilidades. E eu concordo totalmente com o que disse.

Acredito que estamos enfrentando uma epidemia de cegueira psicológica que faz as pessoas não enxergarem que é normal as coisas darem errado de vez em quando.

Quantas vezes nos culpamos por algo que deu errado e reanimamos como um empecilho do nosso cotidiano? Isso acontece porque não estamos acostumados a aceitar que coisas podem dar errado o tempo inteiro, somos ensinados a procurar por uma vida melhor e perfeita - mesmo quando isso não existe. A internet nos influencia a isso, a mania de consumo nos incentiva a estar sempre insatisfeitos com tudo e todos, queremos sempre mais e essa maneira comportamental funciona muito bem dentro da internet (para darmos sempre mais atenção), mas na vida real é totalmente falha, nós não somos perfeitos e deveríamos saber lidar com isso.

A positividade é superestimada, ela amplifica aquilo que falta na gente ou o que desejamos ser. É melhor ser honesto sobre seus problemas e defeitos do que tentar se sentir bem o tempo todo. - Mark Manson, para a VEJA.
E sim, eu amei o livro.

a sutil arte de ligar o foda se mark manson
Nome: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se
Autor: Mark Manson
Nota: 9,6

Editora: Intríseca
Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva - sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo.[...]

16 fevereiro 2019

Um minuto para respirar profundo

Hoje eu acordei com uma vontade incansável de escrever, me expressar, tirar um peso que guardei durante toda a semana para fora através de palavras. Pensei em ouvir algumas músicas para esquecer as dores que carreguei até aqui, mas a monotonia não quis ser repetida novamente, como todas as outras semanas. Abri um livro para ler, estou ansioso para concluir uma das minhas metas do ano, e após algumas páginas o tédio veio completamente e com uma força maior - naquele momento eu percebi que precisava voltar a escrever. 

Faz muito tempo que não dou uma pausa na rotina para pensar em mim, nos sonhos que tanto estou lutando para conquistar - por um desses momentos, me vi perdido sobre qual o meu próximo passo. E isso me dá uma ansiedade repentina sem motivo algum. É difícil me fazer pensar que estou me sabotando a todo momento, desde que acordo com uma imensa vontade de continuar preso nos lençóis e viver sem contato social algum. Até quando volto a dormir, na madrugada, pois a ansiedade diária também me deixa ativo o suficiente para criar paranoias que sufocam.

Há também alguns meses que parei de me preocupar com tudo e qualquer coisa. Essa meta vitalícia tem sido bem aproveitada por mim, mesmo nos momentos que preciso bradar intensamente até não ter mais voz ou capacidade vocal para expressar tudo que andei sentindo. Tem momentos que não consigo me reconhecer, pois estou longe demais do meu eu. Lembro das minhas paixões frustradas, dos textos rasgados, das poesias desvalorizadas e dos momentos que deixe de ser para esquecer tudo que sempre fui, o tempo inteiro. Eu realmente precisei escrever, mesmo que não fizesse sentido para alguém que chegasse a ler, mas em algum momento tudo isso será lembrado.