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20 outubro 2018

Entrevista com o Autor Enrique Coimbra

Enrique para o Canal Futura
Estou escrevendo o meu primeiro livro, o 'Garoto Mágico', e por ser uma obra independente acabei descobrindo diversos outros autores que lançam livros virtuais e investem dentro desse âmbito para conquistar leitores, um deles foi o Enrique Coimbra que inicialmente conheci como Blogueiro e Youtuber e logo depois fui descobrir as suas obras publicadas - inclusive, fiz resenha de um dos seus livros. Tive a oportunidade em entrar em contato contigo e batermos um papinho sobre ti, seus projetos já publicados e futuros. 

Pergunta: Primeiro de tudo, quem é o Enrique sem H? O que ele faz? Onde vive? 
Resposta: Enrique Sem H é um tipo de nome artístico para que o Enrique Coimbra — que sou eu, um escritor da zona oeste carioca nascido em setembro de 92 — possa gravar e postar vídeos na internet. Toda vez que me apresentava para uma pessoa, eu dizia: “Olá, eu sou o Enrique Sem H!” — daí o apelido pegou. Comecei a publicar romances LGBT no formato de e-books quando tinha 15 anos e compartilhei no canal “Enrique Sem H” minha realidade sofrendo, conhecendo e curando a depressão que me perturbava. Hoje tenho 2 romances e uma fantasia sombria disponíveis na Amazon e no Kobo, e posto vídeos semanalmente sobre se tornar adulto, ansiedade, depressão, minimalismo, viagens e trechos dos meus diários.

P. Qual o propósito principal que você tem com o seu canal e todo conteúdo que produziu pra internet?
Meu propósito sempre foi transformar meus sofrimentos — e as possíveis soluções que descubro ou desenvolvo pra eles — em ferramenta emocional e intelectual para que outras pessoas não sofram sozinhas nem na mesma intensidade que eu sofri por ter sido estigmatizado.

P. Seu livro é incrível, realmente amei ler e escrever a resenha dos 'Hereges de Santa Cruz'. O que você pensou/sentiu quando estava escrevendo ele e o que quis dizer com toda obra?
Eu tinha 16 anos quando tive a ideia de criar uma história de ocultismo, bruxaria e paranormalidade que misturasse elementos estéticos de dois filmes que eu amava muito — “Jovens Bruxas” e “Os Garotos Perdidos” — mas que se passasse numa realidade que eu me identificasse — a periferia do Rio de Janeiro. Aos 20 anos eu larguei a faculdade pra escrever em tempo integral pro meu antigo blog, o Discípulos de Peter Pan, e consequentemente dediquei meu tempo pra escrever “Os Hereges de Santa Cruz” num mês só! Deu certo! Hoje a obra representa pra mim um espaço pra brincar com o gênero da fantasia sombria dentro da literatura — especialmente porque escrevo muitos romances —, mas também um retrato de três jovens roqueiros, pobres, frustrados, enfurecidos e nada compreendidos pelos familiares ou vizinhos na zona oeste da tão famosa “Cidade Maravilhosa”. 

P. Como funciona ser um escritor independente? É muito difícil 'embarcar' nessa ideia?
A parte mais difícil pra “embarcar” na carreira de escritor independente — o profissional capaz de escrever e lançar os próprios livros sem parcerias com editoras — é ter disciplina pra aprender não só a escrever uma história interessante, mas também se separar dela para revisá-la, administrar a criação de uma capa com identidade, e se preocupar com planejamento de divulgação e material pra marketing, o que não é mole — ou barato. Uma solução — a que serviu pra mim — foi aprender como fazer tudo isso sozinho, pra que eu não precisasse pagar nenhum designer gráfico, publicitário ou editor auxiliar pra publicar meus trabalhos. Ainda existe um desafio maior: vender livros no Brasil é difícil porque pouquíssima gente lê ou está disposta a pagar pelo valor de um e-book produzindo de maneira independente. Muita gente baixa livros em sites piratas, o que propaga o hábito da leitura pra quem não pode pagar, mas quase sempre faz com que escritores como eu deixem de receber uma grana que é fundamental pra que a criação de novos livros continue acontecendo — ou para que contas sejam pagas. Eu ganho entre R$ 1 e R$ 5 por livro vendido e um plano que tem funcionado pra mim, pra que eu possa me sustentar dos meus livros, é escrever vários livros com histórias que sinto necessidade de contar, sem medo se vão achar minha história boa ou ruim, e lançar sem muita cerimônia. Quanto mais livros eu lançar, mais chances tenho de abrir novas fontes de renda. Muitos autores independentes ficaram milionários dessa forma, fazendo apenas o que gostam. Ainda não cheguei lá, mas é meu objetivo, sim.  

P. Eu li por muito tempo o seu blog, 'Discípulos de Peter Pan', pretende retomar a produção de conteúdo nele?
Não, infelizmente o Discípulos de Peter Pan não está em meus planos pro futuro. Focar apenas em lançar novos livros e vídeos faz com que meu tempo investido seja melhor recompensado — e acredite: dá muito trabalho! Vídeos como o episódio 3 da série #EnriqueNômade — que estou exibindo no canal atualmente — passam de 46 horas pra serem finalizados! Não nego que adoraria retomar o DDPP, mas não imagino que vá acontecer.

P. O que é necessário focar realmente para poder escrever um bom livro e poder fazer uma boa divulgação dele?
É difícil dizer o que é um “bom livro”, mas gosto de pensar que um bom livro é capaz de entreter, inspirar, retratar uma época e estimular o pensamento, a criatividade e a empatia de quem lê. Dessa forma é importante que a história seja consistente, harmônica e dinâmica, com um ritmo próprio, com ousadia, mas que não traia a si por falta de cuidado. Já uma boa divulgação é aquela que expressa a identidade do livro, chama a atenção do público-alvo, e principalmente converte pessoas que só estão namorando a capa ou a sinopse em compradores imediatos — e, consequentemente, leitores. Com atenção, prática, paixão e integridade, escrever um “bom livro” ou fazer uma “boa divulgação” se torna parte do processo natural de crescimento profissional e artístico dos escritores “indies”. 

P. Você pretende lançar algum outro livro?
Estou trabalhando há anos no segundo volume de “Os Hereges de Santa Cruz” e em dois novos romances LGBT. Pra saber quais livros estão disponíveis é só acessar meu site (www.enriquecoimbra.com.br) e/ou entrar pro Clube do Enrique, onde envio e-mails completamente pessoais e escritos por mim com as datas dos meus próximos livros a serem lançados, com novos vídeos, e com reflexões sobre a vida pra quem tem interesse não só no que escrevo, mas no que também publico através dos vídeos do canal Enrique Sem H. É a melhor maneira de se manter a par do que acontece no meu mundo, já que não uso redes sociais pra avisar sobre nada além dos vídeos novos.

P. O que você vem focando em fazer/produzir atualmente? Algum projeto em mente?Estou trabalhando em 4 projetos simultaneamente: o canal Enrique Sem H no YouTube; o segundo volume de “Os Hereges de Santa Cruz”; estou escrevendo um novo romance LGBT; e estou preparando o relançamento de uma trilogia de romances LGBT que publiquei entre meus 15 e 18 anos de graça na internet, mas que hoje não estão disponíveis oficialmente. Paralelamente tenho participado de documentários para a HBO, Vice e National Geographic sobre depressão, internet e redes sociais, e a relação dos meus livros com tudo isso.

O que achou do Enrique? Conheça mais sobre ele em seu site.

4 comentários:

  1. Estou lendo "Os Hereges de Sant a Cruz" e é realmente muito bom. Também tenho blog e pretendo falar sobre a leitura quando terminar, o que acontecerá logo.

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    1. Olá, Fabiano.
      O livro é realmente muito bom - e forte, a escrita faz o leitor vivenciar cada paragrafo que está escrito. Se puder, me envia a resenha.

      Beijos do Deivy!

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  2. Gostei muito de conhecer o Enrique sem H, fico muito feliz vendo jovens autores escrevendo sobre personagens LGBT+, e se jogando na carreira de escritor!

    Com amor, ♥ Bruna Morgan

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    1. Oi, Bruna
      Sim, o Enrique é uma pessoa incrível e tem conteúdos maravilhosos em seu canal. Gosto da representatividade aumentando em todos os âmbitos.

      Beijos do Deivy!

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